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O Síndicato  
     
 
O Sindicato dos Comerciários de Itabuna é uma entidade sem fins lucrativos, que representa os trabalhadores em estabelecimentos comerciais na cidade de Itabuna. Foi fundado em 20 de maio de 1946. Sua atuação é marcada pela defesa dos interesses da categoria comerciária, lutando e negociando junto ao segmento patronal melhores salários e condições de trabalho para as comerciárias e os comerciários, através de manifestações, protestos, etc., mas também na mesa de negociação, através do diálogo, que consideramos ser a melhor maneira de se chegar ao consenso.

Temos duas datas-bases (ou seja, o mês em que acontecem os reajustes salariais da categoria): para o comércio varejista a data-base é em novembro e para os supermercados é no mês de março. São nesses períodos que realizamos nossas campanhas salariais e apresentamos nossa Pauta de Reivindicações.

Além de se preocupar com a categoria comerciária, o Sindicato dos Comerciários de Itabuna também contribui para a organização de outras categorias profissionais, para fortalecer a classe trabalhadora de modo geral. Também nos envolvemos na vida de Itabuna, lutando pela melhoria da qualidade de vida das itabunenses e dos itabunenses, contribuindo assim para tornar nossa cidade mais humana. Por tudo isso, o Sindicato dos Comerciários de Itabuna é uma organização reconhecida por todos pela sua atuação destacada e pelo seu compromisso com a categoria comerciária, com os trabalhadores e com a população de Itabuna e região.
 
     
A História  
     
 

O Sindicato dos Comerciários de Itabuna foi fundado em 20 de maio de 1946, por iniciativa dos trabalhadores Osvaldo Benevides, Edson Botelho, José Pereira Rabelo, Alvinor Lima e Diógenes Ribeiro. A entidade nasceu sob a égide do Estado Novo de Getulio Vargas. Diante da crise política enfrentada por Vargas, o governo passou a se aproximar do movimento sindical, aumentando neste período o nível de organização sindical.
Mas o sindicato volta a conviver com o golpe perpetrado pelo general Dutra em 29 de outubro de 1945. Nesta fase da história, o Sindicato teve pouca atuação e representatividade em virtude do regime ditatorial que o país vivenciava. Com o retorno de Vargas ao poder em 1951, o Sindicato passa a funcionar como apêndice do Estado, pois as políticas estabelecidas pelo governo em relação ao movimento sindical tinham como objetivo o atrelamento dos sindicatos ao Estado. Com o Golpe Militar de 1964, desferido e liderado pelo General Castello Branco, o sindicalismo enfrenta os anos de chumbo, com violenta intervenção dos governos militares sobre as entidades sindicais.

Durante a Ditadura, o Sindicato dos Comerciários foi dominado pelo que se convencionou chamar no meio sindical de Sindicalismo Pelego, caracterizado pelo não confronto com o patrão, voltado para o assistencialismo, sem compromisso com os interesses dos trabalhadores e sem perspectiva de transformação social. Essa direção assumiu o sindicato como interventora do regime militar e permaneceu por lá durante quase 30 anos, mantendo-se à frente da entidade até 1994, quando a chapa encabeçada pela Corrente Sindical Classista venceu as eleições com mais de 70% dos votos, numa disputa contra a chapa formada por militantes do Partido dos Trabalhadores.

 

Corrente Sindical Classista assume o comando do sindicato

Dois meses antes, Fernando Henrique Cardoso era eleito presidente da República em primeiro turno. Alinhado com o Consenso de Washington, FHC enfraqueceu o Estado brasileiro, privatizando áreas estratégicas como energia e telecomunicações, abrindo a economia para o capital estrangeiro (o que quebrou a indústria nacional e promoveu índices altíssimos de desemprego e arrocho salarial) e, principalmente, retirando direitos trabalhistas e atacando a organização dos trabalhadores. Era a implantação da perversa política neoliberal iniciada no governo Collor.

A ofensiva neoliberal no país exigiu do movimento sindical uma atuação política pujante. O Sindicato dos Comerciários de Itabuna esteve à frente e ajudou a organizar todas as lutas contra o projeto neoliberal na região sul da Bahia, como a luta contra a reforma trabalhista, a luta contra a reforma sindical, as lutas pela redução da jornada de trabalho sem redução do salário, contra o banco de horas, contra a privatização de empresas estatais estratégicas, como a Vale do Rio Doce, dando grande contribuição no combate ao neoliberalismo. Lutou especialmente contra o trabalho aos domingos e feriados, uma investida do governo FCH contra os trabalhadores, em especial a categoria comerciária, que tradicionalmente folga nesses dias.

 

Rede Messias

É nesse período também que o Sindicato dos Comerciários de Itabuna protagoniza uma das principais conquistas da entidade: o pagamento das verbas rescisórias dos ex-funcionários da Rede Messias. Em 1996, a rede Messias era a maior rede de supermercados da região sul da Bahia, uma das maiores do Brasil, com cerca de 1.300 funcionários. A empresa começou a demitir funcionários e o sindicato buscou explicações sobre a situação da empresa, que se negava a esclarecer o que estava ocorrendo. A Rede Messias entrou em concordata (recurso jurídico utilizado pelas empresas, mais suave que a falência, com o intuito de proteger o crédito do devedor comerciante e a recuperação imediata da situação econômica em que se encontra temporariamente). Ao invés de homologar as demissões, o sindicato começou a fazer a lide simulada na Justiça do Trabalho, para sensibilizar os juízes pra que não fizessem as homologações. O Messias então começou a demitir os trabalhadores sem o pagamento das verbas rescisórias. O Sindicato organizou diversas manifestações contra a onda de demissões e para que a empresa pagasse o que devia aos trabalhadores. Por orientação da justiça, o sindicato passou a aceitar parcelamento das rescisões trabalhistas, mas poucos meses depois a empresa começou a falhar com os pagamentos.

Ao perceber que a falência da empresa era irreversível, o sindicato começou a orientar os trabalhadores a ajuizar ações trabalhistas na Justiça do Trabalho. Em dezembro de 2005, após muita luta e pressão dos ex-funcionários e do Sindicato, foram pagas todas as verbas rescisórias que ainda restavam.


Novo milênio, novas conquistas

Em agosto de 2003, o jovem sindicalista Jairo Araújo assume a presidência do Sindicato. Sob sua liderança, os comerciários obtiveram importantes conquistas, como o pagamento do passivo trabalhista aos funcionários da extinta Rede Messias, da verba rescisória aos trabalhadores da Aliança Veículos, indenizações ao pessoal do Itão, entre outras.

O Sindicato reagiu com firmeza aos desmandos e descaso para com a categoria comerciária. Foi assim em 2005, quando os funcionários da Cesta do Povo entraram em greve, num protesto contra o arrocho salarial promovido pelo então governador Paulo Souto.

Em 2008, o Sindicato mobiliza a categoria contra a ampliação do funcionamento do comércio, iniciativa das entidades patronais (CDL, Associação Comercial, Apemi e Sindicom) e do vereador César Brandão (PPS) que prevê a abertura do comércio até as 22 horas. Em 24 de abril, comerciários e comerciárias lotam o Plenário da Câmara de Vereadores exigindo o arquivamento do anteprojeto.

Visando o conforto e o lazer dos comerciários, o Sindicato reformou sua sede administrativa e a construiu o Recanto dos Comerciários, o maior espaço de lazer de uma categoria profissional em Itabuna.


Atuação classista

Reconhecido pela sociedade como uma das principais entidades de organização dos trabalhadores da região cacaueira, o Sindicato dos Comerciários de Itabuna, tem se notabilizado pela sua atuação classista, participando da organização e das lutas de diversas categorias profissionais como bancários, operários têxteis, da construção civil, agentes comunitários de saúde, domésticas, servidores públicos municipais, profissionais de radiodifusão, trabalhadores rurais, funcionários dos Correios e Telégrafos, prestadores de serviços da Telemar, dentre outros.


Por uma cidade mais humana

O Sindicato dos Comerciários também desempenha papel destacado na vida dos cidadãos e cidadãs de Itabuna, interferindo na melhoria da qualidade de vida da população. Nesse sentido, os comerciários participaram ativamente de lutas importantes, como as manifestações contra a privatização da Emasa (Empresa Municipal de Águas e Saneamento de Itabuna), que resultaria em aumento da tarifa de água. Com o sucateamento do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães pelo governo de Fernando Gomes, o Sindicato, juntamente com outras entidades classistas, exigiu, através de manifestações e de uma reunião com o Secretário Estadual de Saúde, Jorge Solla, que o Governo Wagner interviesse no Hospital de Base. Em novembro de 2008 o Ministério da Saúde retirou a gestão plena da saúde das mãos do município. A entidade também participa constantemente de atividades contra a violência e pela paz em Itabuna.

 
     
     


 
 
 



 
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