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20/07/2012 às 10h47min - Atualizada em 03/08/2012 às 15h38min
Luiz - Itabuna(BA)
TAMANHO DA FONTE A- A+
 
Greve dos professores completa 100 dias sem previsão de acordo

A greve dos professores estaduais completa, nessa quinta-feira (19/7), 100 dias e não há uma previsão de término. Iniciada em 11 de abril, a paralisação busca, principalmente, um reajuste salarial de 22%, prometido à categoria pelo Governo do Estado, mas que não coube no orçamento.

O governo propõe conceder o aumento aos grevistas de forma gradual. Assim, 7% seriam concedidos em novembro desse ano, outros 7% em abril de 2013, e, somando com o reajuste de 6,5%, dado a todo o funcionalismo público, se chegaria ao valor reivindicado. No entanto, os docentes rejeitaram o parcelamento.

Um novo acordo foi apresentado em uma reunião entre professores, MP e o secretário de educação Osvaldo Barreto, na última quinta-feira (12) e tratava da antecipação para março de 2013 da segunda parcela do reajuste, que seria paga em abril, mediante realização de curso de atualização pedagógica. Houve uma expectativa para o fim do movimento, mas os docentes decidiram continuar a paralisação.

Em um artigo enviado ao Jornal A Tarde desta quinta-feira, Rui Oliveira, o coordenador da APLB (Sindicato dos Trabalhadores em Educação) afirmou que o movimento continua e exigiu a volta das negociações. Oliveira escreveu que caso não sejam atendidas as reivindicações da categoria, “a inviabilidade do ano letivo será de exclusiva responsabilidade do governo”.

Diante da declaração, a Secretaria Estadual de Educação (SEC) assegurou aos estudantes e familiares, em nota, que não existe a possibilidade de perda do ano letivo. Além disso, a SEC informou que 80% da rede estadual de ensino estão em funcionamento e, para as escolas sem aulas, já estão sendo elaborados calendários de reposição.

A secretaria ainda promete aos docentes que decidirem voltar à sala até a próxima segunda-feira (23), o pagamento dos vencimentos do mês de julho até o dia 2 de agosto.

Esses três meses de greve foram marcados por brigas judiciais entre o governo e o sindicato. Por fim, a justiça considerou ilegal o movimento e autorizou o corte dos salários dos faltantes, mas nada disso intimidou os professore e o movimento já se tornou o maior da história da categoria na Bahia.

A rede estadual de ensino é composta por 1.422 escolas, que abrigam mais de 1 milhão de alunos.

De Salvador,
Erikson Walla


 





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